Um blog para postar meus trabalhos, direcionado para aqueles que admiram a arte e, em especial, a pintura artística. Sejam sempre bem vindas(os).

Grandes Pintores


Cândido Portinari

Cândido Partinari

Em 30 dezembro de 1903, em Brodósqui (SP), nasce Cândido Portinari, aquele que seria um dos maiores artistas brasileiros. De origem humilde, filho dos  imigrantes italianos Batista Portinari e Domênica Torquato. Desde pequeno já dedicava ao desenho, deixando claro sua vocação artística, tanto que em 1912 auxilia, por vários meses, os pintores italianos "Dipingere Le Stelle" que trabalhavam na restauração da Igreja de Brodósqui. Ainda jovem,  com apenas quinze anos,  matricula-se na escola Nacional de Belas Artes no Rio de Janeiro, decidido que estava em tornar-se pintor.

"O Mestiço"

Em 1923 participa do Salão da Escola de Belas Artes com o retrato do escultor Paulo Mazzucchelli, ganhando três prêmios, incluso a medalha de bronze.
A exposição Geral de Belas Artes, no ano de 1928,  confere a ele,  o prêmio de Viagem ao Estrangeiro, com o quadro "Retrato do Poeta Olegário Mariano".

Sua primeira exposição indiviual, com 25 retratos, acontece em 1929, no Palace Hotel - Rio de Janeiro.
Nesse mesmo ano, tendo recebido uma bolsa de estudos, viaja à europa  onde permanece durante todo o ano de 1930, Em Paris, conhece aquela que seria a sua companheira de toda a vida, Maria Victoria Martinelli.

"São Franciso de Assis"


De volta ao Brasil, em 1931, Portinari já com grande conhecimento, procura retratar em suas telas a vida do povo brasileiro, como trabalhadores da lavoura de café, com o intuito de mostrar toda a força e dignidade do homem simples trabalhador rural, e assim, em 1935 com o tela "CAFÉ", quadro que retrata a colheita desse grão, típica da sua região de origem, obtém seu primeiro reconhecimento no exterior, a segunda menção honrosa, na exposição internacional do Comegie Institute de Pittsburg, Estados Unidos.

"O Café"

"Os retirantes"

Com os painéis executados para o Monumento da Rodovia Presidente Dutra e nos afrescos do Edifício de Ministério da Educação e Saúde (RJ), revela-se sua inclinação muralista.
"Guerra e Paz"

Em 1939, apresenta treis grandes painéis no pavilhão do Brasil, na Feira Mundial de New York.

Na década de 40, Portinari destaca-se com as seguintes exposições:
- Mostra de Arte Latino Americana, no Reverside Museun de New York. (1940)
- Exposição Individual no Instituto de Artes de Detroit. (1940)
-Exposição Individual no Museu de Arte Moderna de New York.  (1940)
- Exposição Individual na Galeria Chanpertier em Paris. (1946) - Primeira exposição em solo europeu".

Vários painéis são produzidos por portinari, destacando os seguintes:
- Chega da Família Real Portuguesa à Bahia.
- Guerra e Paz.
- Descobrimento do Brasil.
- São Francisco de Assis. 

No ano de 1955 recebe a Medalha de Ouro, como o melhor pintor do ano, conferido pelo Intanational Fine Arts Council, de New York.
Já doente, realiza uma série de exposições internacionais em Paris, Munique, Bruxelas, México, etc
Candido Portinari falece em 6 de Fevereiro de 1962, deixando grande lacuna no mundo artístico.


Informações retiradas do site
WWW.CASADEPORTINARI.COM.BR



Lonardo da Vinci.

Leonardo da Vinci, nasceu em Anchiano, um vilarejo perto da cidadezinha de Vinci, em 15 de abril de 1452. Filho de um tabelião e de uma camponesa, Cresceu no campo, onde desenvolveu um grande amor pela natureza, foi nesta ocasião que ele revelou seu fascínio pelas formas móveis, retorcidas e vivas e também seu gosto por cavalos, os quais conhecia profundamente.

A dama com Arminho
c.1480-8

Foi com seu pai morar em Florença e, em 1472, foi aceito como membro da guilda de São Lucas, a guilda dos pintores tendo como mestre, Andrea Verrocchio.
Leonardo foi um grande intelécto de sua época: artista, músico, contador de anedotas, cientista, matemático e engenheiro. Um homem de muitos talentos, com uma insaciável sede de conhecimentos.
Não se sabe com certeza o ano de sua ida para Milão, no entanto registra-se sua primeira encomenda nessa cidade, datado de 1983.
Estabeleceu-se na corte do Duque Lodovico, onde, além de pintar, seu protetor exigia seus serviços para diferentes tarefas.  Durante este período pintou retratos e  executou uma importante encomenda o quadro “A Última ceia”.
Em 1948, foi indicado ingenere camerale e ficou um bom tempo ocupado planejando a defesa da cidade contra um possível ataque frances.
A última ceia
1497

Leonardo, junto com Luca Pacioli, deixou Milão depois de 18 anos com os Sforza. Residindo em Mântua, fez o retrato de Isabella D'Este.
Em 24 de abril de 1500, ele voltou para Florença e encontrou uma cidade diferente da que tinha deixado cerca de 20 anos antes, Leonardo conquistou quase de imediato o agrado do público, após exibir o seu cartão da Virgem e Sant'Ana. Nesta época, Michelangelo tinha já assegurada a sua reputação em Florença. Estes dois gigantes nunca gostaram um do outro e Leonardo não fazia segredo do fato de considerar a escultura inferior à pintura, embora o fator de atrito fosse a fama de Michelagelo.

Monalisa - 1508

Também em Florença, trabalha como engenheiro; drenando pântanos, desenhando mapas e projetando um sistema de canais.
Enquanto isso, produzia magníficos desenhos a pastel vermelho de Cesare Borgia. No ano de 1503, entra nos seus anos de maior produção como pintor. Seu quadro mais famos, "Monalisa", pode ter sido pintado nessa época.
Durante o ano de 1507 Leonardo trabalhou para o rei da França, como pintor, engenheiro e conselheiro artístico. Permanece em Milão até 24 de Setembro de 1513. Depois, foi para Roma, levado como tantos outros, por Giovani de Medici que se tornara recentemente Papa Leão X,  instalando-se no Belvedere do Vaticano. 
Em Março de 1516, aceita o convite de Francisco I, para morar na França, e ganha uma propriedade rural perto de Cloux.

Virgem e o menino com Sant`Ana.
1508-10

Em 2 de Maio de 1519, Leonardo morre em Cloux. Deixou os desenhos e manuscritos para o amigo fiel Francesco Melzi, sendo a maioria se perdeu com o tempo.

Pensamentos - Leonardo da Vinci.

Não ha coisa que mais no engane que o nosso Juízo.
O olhar de quem odeia é mais penetrante do que o olhar de quem ama.
Quem pensa pouco, errra muito.
A arte diz o indizível, exprime o inexprimível, traduz o intraduzível.
Tudo que é belo, morre no homem, mas não na arte.
Informações retiradas do site
http://www.pintoresfamosos.com.br/



Van Gogh.

Vincent William Van Gogh nasceu em Zundert, uma cidadezinha próxima a Breda, na provícia de  Brarrabante do Norte, nos países baixos, frequentemente chamado de Holanda,  no dia 30 de março de 1853. O pai era Theodorus, pastor protestante e a mãe, Anna Cornelia Carbentus. Van Gogh herdou do pai,  forte sentimento religioso pela vida e pela natureza, o que caracterizou o seu trabalho. Vincent era uma criança séria, quieta e introspectiva. Desenvolveu através dos anos uma grande amizade e forte ligação com seu irmão mais novo, Theo, e este não só incentivou o seu desejo de ser pintor como, na verdade, sustentou-o financeiramente nos últimos anos de sua vida.
O primeiro emprego de Vincent, aos 16 anos,  por recomendação de seu tio Vincent (ou Cent), foi em  Haia, na empresa Goupil & Cie e depois transferido para as filiais de Paris, Bruxelas e Londres, empresa esta, que negociava objetos de arte fundada por seu tio.
No entanto, Vincent estava cada vez mais interessado em assuntos religiosos, e acabou sendo demitido da galeria. Durante o Natal, Van Gogh retornou para casa e começou a trabalhar numa livraria. Ele ficou seis meses no novo emprego, onde gastava a maior parte de seu tempo traduzindo a Bíblia.
Em 1877 sua família mandou-o para Amsterdã, onde morou com seu tio Jan. Vincent preparou-se para os exames de admissão da Universidade de Teologia com seu tio Johannes Stricker (teólogo), mas fracassou. Mudou-se então para a Bélgica, e novamente fracassou nos estudos da escola Missionária Protestante. Em  1879, ainda na Bélgica, começou um trabalho temporário como missionário em uma comunidade pobre de mineiros. Trabalhou pregando nas minas e distritos agrícolas pobres de Brabante. Foi aí que van Gogh começou a expressar nos seus desenhos o que sentia pelas pessoas que o cercavam. Vivia tão pobre quanto elas, ao lado de uma prostituta que tomara a seus cuidados, mas a sua dedicação cristã foi mal compreendida e a sua igreja o censurou.
Em 1880, Vincent decidiu seguir a sugestão do seu irmão Theo e levar a pintura mais a sério. Ele partiu para Bruxelas para tomar aulas com Willem Roelofs, que o convenceu a tentar a Academia Royal de Artes. Lá ele estudou um pouco de anatomia e de perspectiva.
Em 1885, o pai de Van Gogh morreu de infarte. Neste mesmo ano ele pintou aquela que é considerada a sua primeira grande obra: Os Comedores de Batata.

Comedores de Batata

Em novembro do mesmo ano, muda-se para Antuérpia.
Enquanto estava em Antuérpia, dedicou-se ao estudo das cores e visitou museus, apreciando trabalhos principalmente de Peter Paul Rubens. Foi nesta altura que entrou em contato com a arte japonesa, da qual se tornou fervoroso admirador e que posteriormente o influenciaria pelas cores fortes e uso das linhas.

Girasol

Em março de 1886, Van Gogh mudou-se para Paris. Por alguns meses, Vincent trabalhou no Estúdio Cormon, onde conheceu os artistas John Peter Russel, Émile Bernard e Henri de Toulouse-Lautrec. Este último, alcóolatra, apresenta van Gogh ao absinto, bebida alucinógena da ocasião, que viria a ser muito consumida pelo pintor.

Portrait of Dr Gachet

Morando com o irmão Théo, que trabalhava para o Goupil et Cie em Paris, conheceu Degas, Pissarro, Signac, Seurat, Toulouse-Lautrec, Monet e Renoir, e descobriu a sua verdadeira vocação.
Naquela época, o impressionismo tomava conta das galerias de arte de Paris, mas Van Gogh tinha problemas em assimilar esse novo conceito de pintura. Vincent e Émile Bernard começaram o uso da técnica do pontilhismo, inspirados em Georges Seurat.

Portrait of Pere Tanguy 1887-8

A partir de sua estada em Paris, Van Gogh abandona sua temática sombria e obscura de camponeses e suas obras recebens tons mais claros. São desta época os quadros Mulher sentada no Café du Tambourin, A ponte Grande Jatte sobre o Sena, Quatro Girassóis, os Retratos de Père Tanguy.
Em 1877, conhece Paul Gauquin, e mais para o final do ano expõe em Montmartre. No ano seguinte, decide mudar-se de Paris.
Vincent van Gogh chegou em Arles, no Sul de França, no dia 21 de fevereiro de 1888. A cidade era um local que o impressionava pelas paisagens e onde esperava fundar uma colônia de artistas.
Com objetivo de decorar a sua casa em Arles (conhecida como A casa Amarela, retratada em uma de suas obras), Van Gogh pintou a série de quadros com girassóis, dos quais um se tornaria numa de suas obras mais conhecidas. Dos artistas que deixara em Paris, apenas Gauguin respondeu ao convite feito para se instalar em Arles. O Vinhedo Vermelho, único quadro vendido durante a sua vida, foi pintado nesta altura. Ele o vendeu por 400 francos.


A tensão entre Van Gogh e Gauquim era muito grande, principalmente devido ao temperamento exaltado de van Gogh, e Gauguin anunciou que ia voltar para Paris. Uma noite, percebeu que estava sendo seguido pelos jardins públicos de Arles por van Gogh que o ameaçava com uma lâmina de barbear ou faca. Gauguin dormiu aquela noite no hotel e, no dia seguinte, voltando a Casa Amarela, soube que tinham levado van Gogh para o hospital. Vincent cortara parte da orelha e a dera de presente a uma prostituta do bar que os dois costumavam freqüentar.
Vincent passa 14 dias no hospital, ao final dos quais retorna à casa amarela. Em seu retorno pinta o Auto- Retrato com Orelha Cortada. O episódio trágico convenceu van Gogh da impossibilidade de montar uma comunidade de artistas em Arles.

Flores-Holanda.

Depois disso,em 1889,  van Gogh retirou-se voluntariamente para um asilo para doentes mentais em St-Rémy-de-Provence, onde esperava recuperar a confiança em si mesmo e a estabilidade mental. Enquanto esteva internado, pintou sem parar. A região do asilo possuía muitas searas de trigo, vinhas e olivais, que transformaram-se na principal fonte de inspiração para os quadros seguintes, que marcaram nova mudança de estilo: as pequenas pinceladas evoluíram para curvas espiraladas. Escrevia ao irmão e a Gauguin garantindo-lhes que já estava curado. Outros se seguiram; van Gogh percebeu que era vítima de uma doença incurável.
Em 1890 deixou St-Rémy e o clima ameno do sul e, seguindo o conselho de Pissarro, foi para Auvers-sur-Oise, onde um certo Dr. Gachet cuidou dele. Ali continuou pintando mas, depois de uma visita a Paris, onde soube das dificuldades financeiras do irmão e da doença do sobrinho, van Gogh teve uma recaída. Um dia, enquanto pintava ao ar livre em Auvers, deu um tiro no peito. O ferimento não parecia ser muito grave. Dr.Gachet fez o curativo e chamou Théo em Paris. Dois dias depois, em 29 de julho de 1890, Vincent van Gogh morria. Foi enterrado no cemitério de Auvers.As suas últimas palavras, dirigidas a Theo, teriam sido: "La tristesse durera toujours" (em francês, "A tristeza durará para sempre").

Informações retiradas de:



Michelangelo.

Michelangelo

A 6 de março de 1475, em Caprese, província florentina, nasceu Michelangelo. Filho de Lodovico di Lionardo Buonarroti Simoni e Francesca di Neri di Miniato del Sera. Sua mãe morre quando  tinha apenas seis anos. Michelangelo foi entregue então, aos cuidados de uma ama de leite cujo marido era cortador de mármore.
Na escola enchia os cadernos de exercícios com desenhos, totalmente desinteressado das lições sobre outras matérias. Por causa disso, mais de uma vez foi espancado pelo pai e pelos irmãos de seu pai, a quem parecia vergonhoso ter um artista na família. Aos 13 anos, sua obstinação vence a do pai: ingressa, como aprendiz, no estúdio de Domenico Ghirlandaio, já então considerado mestre da pintura de Florença.
Deixando Ghirlandaio, Michelangelo entra para a escola de escultura que o mecenas Lourenço, o Magnífico, riquíssimo banqueiro e protetor das artes em Florença, mantinha nos jardins de São Marcos. Michelangelo está em pleno ambiente físico e cultural do Renascimento italiano. Ao produzir O Combate dos Centauros, baixo-relevo de tema mitológico, sente-se não um artista italiano inspirado nos padrões clássicos helênicos, mas um escultor grego da verdade. Em seu primeiro trabalho na pedra, com seus frisos de adolescentes atléticos e distantes, reinam a força e a beleza impassíveis, como divindades do Olimpo.
Em 1490, Michelangelo tem 15 anos. Lourenço, o Magnífico, morre em 1492. Michelangelo deixa o palácio, e em 1494 muda-se para Veneza.

Pieta

Na primavera do ano seguinte, passa novamente por Florença. Esculpe o Cupido Adormecido - obra "paga" num ambiente tomado de fervor religioso, vai a Roma, onde esculpe Baco Bêbedo, Adônis Morrendo. Esculpe a Pietà, onde uma melancolia indescritível envolve as figuras belas e clássicas. A tristeza instalara-se em Michelangelo.
Na primavera de 1501, vai a Florença. Nesse mesmo ano, surgirá de suas mãos a primeira obra madura. Um gigantesco bloco de mármore jazia abandonado há 40 anos no recinto pertencente à catedral da cidade.

Davi

O resultado foi o colossal Davi, símbolo de sua luta contra o Destino, como Davi ante Golias. Uma comissão de artistas, entre os quais estavam nada menos que Leonardo da Vinci, Botticelli, Filippino Lippi e Perugino, interroga Michelangelo sobre o lugar onde deveria ficar a estátua que deslumbra a todos que a contemplam. A resposta do mestre é segura: na praça central de Florença, defronte ao Palácio da Senhoria. E para esse local a obra foi transportada. Entretanto, o povo da cidade, chocado com a nudez da figura, lapidou a estátua, em nome da moral.


Da mesma época data a primeira pintura (que se conheça) de Michelangelo. Pintura cujas formas e cores fariam com que, posteriormente, os críticos o definissem como obra precursora da escola "maneirista". É A Sagrada Família. Pode-se ver que, mesmo com o pincel, Michelangelo não deixa de ser escultor.  Em março de 1505, Michelangelo é chamado a Roma pelo Papa Júlio II. É incumbido de decorar a Capela Sistina. Dia 10 de maio de 1508, começa o gigantesco trabalho. Michelangelo resolve pintar não só a cúpula da capela mas também suas paredes. É a fase de Michelangelo herói. Herói trágico. O trabalho avança muito lentamente.
No dia de Finados de 1512, Michelangelo retira os andaimes que encobriam a perspectiva total da obra. A decoração estava pronta. A data dedicada aos mortos convinha bem à inauguração dessa pintura terrível, plena do Espírito do Deus que cria e que mata. Todo o Antigo Testamento está aí retratado em centenas de figuras e imagens dramáticas, de incomparável vigor e originalidade de concepção: o corpo vigoroso de Deus retorcido e retesado no ato supremo da criação do Universo; Adão que recebe do Senhor o toque vivificador de Sua mão estendida, tocando os dedos ainda inertes do primeiro homem; Adão e Eva expulsos do Paraíso a embriaguez de Noé e o Dilúvio Universal; os episódios bíblicos da história do povo hebreu e os profetas que anunciam o Messias.

A criação de Adão

São visões de um esplendor nunca dantes sonhado, imagens de beleza e genialidade, momentos supremos do poder criador do homem. No olhar de Júlio II naquele dia de Finados de 1512 já se prenunciavam os olhares de milhões de pessoas que, ao longo dos séculos e vindas de todas as partes do mundo, gente de todas as raças, de todas as religiões, de todas as ideologias políticas, se deslumbrarão diante da mais célebre obra de arte do mundo ocidental.
Noé

Vencedor e vencido, glorioso e alquebrado, Michelangelo regressa a Florença. Vivendo em retiro, dedica-se a recobrar as forças minadas pelo prolongado trabalho; a vista fora especialmente afetada e o mestre cuida então de repousá-la. Mas o repouso é breve: sempre inquieto, Michelangelo volta a entregar-se ao projeto que jamais deixara de amar; o túmulo monumental de Júlio II. Morto o papa em fevereiro de 1513, no mês seguinte o artista assina um contrato comprometendo-se a executar a obra em sete anos. Dela fariam parte 32 grandes estátuas. Uma logo fica pronta. É o Moisés - considerada a sua mais perfeita obra de escultura. Segue-se outra, Os Escravos, que se acha no Museu do Louvre, doada ao soberano Francisco I pelo florentino Roberto Strozzi, exilado na França, que por sua vez a recebera diretamente do mestre em 1546. 
Com a morte de Clemente VII em 1534, Michelangelo - odiado pelo Duque Alexandre de Medicis - abandona mais uma vez Florença. Agora, porém, seu exílio em Roma será definitivo. Nunca mais seus olhos contemplarão a cidade que tanto amou. Vinte e um anos haviam passado desde sua última estada em Roma: nesse período, produzira três estátuas do monumento inacabado de Júlio II, sete estátuas inacabadas do monumento inacabado dos Medicis, a fachada inacabada da Igreja de São Lourenço, o Cristo inacabado da Igreja de Santa Maria sobre Minerva e um Apolo inacabado para Baccio Valori.
De 1536 a 1541, Michelangelo pinta os afrescos do Juízo Universal na Capela Sistina. Nada melhor que suas próprias idéias sobre pintura para definir essa obra e o homem que a criou: "A boa pintura aproxima-se de Deus e une-se a Ele.




Juízo Final

Terminados os afrescos da Sistina, Michelangelo crê enfim poder acabar o monumento de Júlio II. Mas o papa, insaciável, exige que o ancião de 70 anos pinte os afrescos da Capela Paulina - A Crucifixão de São Pedro e A Conversão de São Paulo. Concluídas em 1550, foram suas últimas pinturas.

Dilúvio Universal

Os últimos anos do mestre ainda foram fecundos, embora numa atividade diferente: a arquitetura. Dedicou-se ao projeto de São Pedro, tarefa que lhe custou exaustivos esforços devido às intrigas que lhe tramaram seus acirrados inimigos. Projetou também o Capitólio - onde se reúne o Senado italiano - e a Igreja de São João dos Florentinos (cujos planos se perderam).

Sagrada Família.

Ainda encontra energias para esculpir. Renegando cada vez mais o mundo, Michelangelo busca uma união mística com o Cristo. Sua criação, como a de Botticelli no final da vida, é toda voltada para as cenas da Paixão. De pé, aos 88 anos de idade, ele elabora penosa e amorosamente uma Pietà, até que a doença o acorrente em definitivo ao leito, onde - com absoluta lucidez - dita um testamento comovente, pedindo "regressar pelo menos já morto" à sua adorada e inesquecível Florença, doando sua alma a Deus e seu corpo à terra. O seu gênio, ele já o tinha legado à humanidade.
Informações retiradas do sitehttp://www.pintoresfamosos.com.br/


Pablo Picasso.

Pintor espanhol naturalizado francês. Considerado por muitos o maior artista do século 20, era também escultor, artista gráfico e ceramista. Nasceu em Málaga, no sul da França, en 25 de outrubro de 1881. O pai era professor de desenho. Desde cedo interessa-se por desenhos tanto que, ao quinze anos, já tinha o seu ateliê.
Picasso faz sua primeira viagem a Paris em 1900,  cidade continuava a ser a capital artística da Europa e foi lar permanente do artista desde abril de 1904, quando ele se mudou para o prédio apelidado de Bateau-Lavoir (Barco-Lavanderia), em Montmartre, a partir daí o novo centro da arte e da literatura vanguardista. Durante este período, o trabalho de Picasso foi relativamente convencional, passando de uma Fase Azul melancólica (1901-1905), para a Fase Rosa mais alegre e delicada.
FAMILY
A mudança de estado de espírito pode ter se originado em parte pela sua ligação com Fernande Olivier, seu
primeiro grande amor. Na vida de Picasso, as mulheres e a arte estão inexplicavelmente misturadas, o surgimento de uma nova mulher freqüentemente sinalizava uma mudança de direção artística.
Enbora os trabalhos de Picasso estivessem começando a ter sucesso comercialmente, ele decidiu abandonar seu estilo "Rosa".
Em 1907, inspirado pelas esculturas ibérica e africana, pintou Les Demoiselles d'Avignon, um dos grandes trabalhos liberadores da arte moderna. Divertindo-se com uma nova liberdade pictórica, Picasso, junto com o pintor francês Georges Braque, criou o Cubismo, em que o mundo visível era desconstruído em seus componentes geométricos. Este foi comprovadamente o momento decisivo em que se estabeleceu um dogma fundamental da arte moderna - o de que o trabalho do artista não é cópia nem ilustração do mundo real, mas um acréscimo novo e autônomo. Graças ao Cubismo, a liberdade do artista estendeu-se também aos materiais, de foram que os meios tradicionais como a pintura e a escultura puderam ser suplementados ou substituídos por objetos colados nas telas, ou "montagens" de itens construídos ou "achados".
 TÊTE DE CHEVAL
Ao contrário de alguns contemporâneos seus, Picasso nunca chegou a criar uma arte puramente abstrata. De fato, sua versatilidade o mantinha um salto adiante de seus admiradores, muitos dos quais se surpreenderam quando ele voltou a pintar figuras mais convencionais e depois, no início da década de 1920, desenvolveu um estilo neoclássico monumental. Coincidentemente ou não, em 1918 se casara com a bailarina Olga Koklova, e adotara um estilo de vida exageradamente próspero e respeitável - mas que ele achava cada vez mais aborrecido.
Em 1925, Picasso começou a pintar formas deformadas, violentamente expressivas, que eram em parte uma resposta às suas dificuldades pessoais. A partir desta época, seus trabalhos se tornaram cada vez mais multiformes, empregando - e inventando - uma variedade de estilos como nenhum outro artista havia tentado antes. Foi também um escultor criativo, e mais tarde dedicou-se à cerâmica com grande entusiasmo. Em qualquer veículo que se expressasse, sempre foi imensamente prolífero, criando em toda a sua vida milhares de obras.   
No final da década de 1930, quando o impulso criativo de Picasso parecia finalmente estar enfraquecendo, os acontecimentos o levaram a criar o seu quadro mais famoso: Guenica. Esta obra foi uma resposta aos horrores da Guerra Civil Espanhola. o conflito começou em julho de 1936 com um golpe militar liderado pelo General Francisco Franco, representando os elementos fascistas, tradicionalistas e clericais do país, contra a República Espanhola e seu governo eleito da Frente Popular. 
 GUERNICA
Ao estourar a guerra, Picasso imediatamente declarou seu apoio à República, levantando enormes quantias em prol da causa e aceitando pintar um grande mural para o pavilhão espanhol na Exposição Internacional de 1937, em Paris. Ainda não havia começado quando soube que, em 26 de abril de 1937, aviões nazistas, enviados por Hitler para ajudar Franco, tinham bombardeado e arrasado a cidade de Guernica. Picasso pôs-se imediatamente a trabalhar nos esboços preliminares para Guernica e depois pintou a enorme tela em cerca de um mês (maio/junho de 1937). Ela foi a expressão máxima não só do sofrimento espanhol como do impacto devastador dos armamentos modernos de guerra sobre suas vítimas em todas as partes do mundo. Apesar de tudo, os republicanos perderam a guerra civil, e Picasso ficou exilado da sua terra natal para oresto da sua longa vida. Durante a segunda Guerra Mundial, ele ficou na Paris ocupada pelos alemães, proibido de expor mas sem que ninguém o molestasse seriamente.



Depois da libertação de Paris, Picasso ingressou no Partido Comunista, e durante alguns anos certas obras suas foram declaradamente políticas; mas ele era também uma celebridade internacional, residindo na região onde os ricos iam se divertir no sul da França. Em seguida a uma série de ligações amorosas, ele finalmente casou-se pela segunda vez, agora com Jacqueline Roque, em 1961 e levou uma vida cada vez mais retirada. Artisticamente prolífero até o fim da vida, morreu em Mougins, perto de Cannes, aos 91 anos em 8 de abril de 1973.
Informações retiradas do sitehttp://www.pintoresfamosos.com.br/





Que o teu trabalho seja perfeito para que, mesmo depois da tua morte, ele permaneça. (Leonarodo da Vinci).

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